Imbituba | SC
Projeto protocolado em:
20 de outubro de 2025
Licenciamento
Loteamento Vivá Lagoa
Projeto De Avaliação De Impacto Ao Patrimônio Arqueológico Na Área De Implantação Do Loteamento Vivá Lagoa, Município De Imbituba - SC
Nº do processo junto ao IPHAN:
01450.007952/2025-85
Portaria:
Nº 18, de 12 de Fevereiro de 2026
Arqueólogo(a):
Me. Alexandro Demathé
Contratante:
Viva Lagoa Empreendimentos Ltda
Apoio institucional:
Museu Etno - Arqueológico de Itajaí (LAB-ARQ/MUSEARQUI)
Durante o mês de fevereiro, nossa equipe esteve em campo no município de Imbituba/SC para a realização de uma pesquisa arqueológica vinculada ao processo de licenciamento ambiental do Loteamento Vivá Lagoa. O trabalho foi previamente autorizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), com portaria publicada no Diário Oficial da União.
Ao chegar à área de estudo, a paisagem revela um cenário típico da planície costeira do litoral sul catarinense: um terreno predominantemente plano, com pequenas elevações arenosas, áreas de pastagem e antigos usos agrícolas. Em alguns pontos, pequenos núcleos de vegetação arbórea e fragmentos de mata contrastam com áreas abertas cobertas por gramíneas. Não muito longe dali estão a Lagoa do Mirim e o rio D’Una, elementos que ajudam a explicar por que essa região foi, ao longo do tempo, favorável à ocupação humana.
A rotina de campo envolve caminhar sistematicamente pelo terreno, observando atentamente a superfície do solo e registrando as características da paisagem. Em intervalos regulares, realizamos perfurações no solo— os chamados poços-teste — que permitem analisar os sedimentos e verificar se existem vestígios arqueológicos abaixo da superfície.
Após a análise cuidadosa do solo e da superfície do terreno, não foram identificados vestígios arqueológicos na área pesquisada.
Mesmo assim, o estudo reforça algo importante: Imbituba está inserida em uma região de grande relevância arqueológica. O litoral sul catarinense concentra diversos sítios associados aos construtores de sambaquis — grupos pescadores-coletores que viveram na região há milhares de anos — além de vestígios de populações indígenas ceramistas da tradição Tupiguarani.
Além da pesquisa em campo, o projeto também incluiu ações de divulgação e diálogo com a comunidade local, compartilhando informações sobre o patrimônio arqueológico e o trabalho realizado.
A arqueologia preventiva tem exatamente esse papel: investigar o passado antes das transformações da paisagem, contribuindo para que o desenvolvimento urbano aconteça de forma responsável e em sintonia com a preservação do patrimônio cultural.





















