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Santa Catarina

SC

Garopaba

Região:
Sul
Área do território:
Mesorregião:
Grande Florianópolis
População (censo de 2022):
Microrregião:
Florianópolis
Região imediata:
Florianópolis
Região intermediária:
Florianópolis
114.773
29959
  1. CONTEXTO ETNO-HISTÓRICO

O município de Garopaba representa uma pequena faixa de planície litorânea compreendendo uma enseada que se estende da Ponta do Faísca, no Bairro Gamboa, até a Ponta do Ouvidor. O município é privilegiado pelas belezas naturais, sendo um atrativo turístico principalmente no verão por turistas em busca de praias.

Os primeiros habitantes da região foram os grupos indígenas denominados Carijós, que chamavam o local de Ygara Mpaba que significa enseada ou paradeiro (SOUZA, 2010).

De acordo com Farias (et.al. 2011) o contato primeiro contato entre os carijós dessa região e os europeus, aconteceu quando em 1525 um navio, comandado pelo capitão Don Rodrigo de Acuna, um espanhol que integrava uma frota em direção às Ilhas Molucas, localizadas no Oceano Pacífico naufragou. Segundo dados historiográficos, houve uma tempestade que ocasionou o naufrágio do navio San Gabriel. A partir desse momento, em busca de sobreviventes, o litoral catarinense passou a ser ponto de paragem e abastecimento de água e alimentos para as embarcações que passavam pelo litoral sentido sul do continente (FARIAS, et al. 2011).

Em 1742, o Sargento – Mor de batalha, chamado José da Silva Paes com o cargo de primeiro Governante da Capitania de Santa Catarina, indicou junto ao conselho Ultramarino que enviasse casais açorianos para o litoral catarinense, a fim de povoar a região (FARIAS, 1998).

Assim, os primeiros núcleos de colonização a se formarem no Estado foram: o da Lagoa da Conceição, em Florianópolis, da Enseada de Brito, em Palhoça, São Miguel, em Biguaçu, e Santo Antônio de Lisboa, em Laguna (MOTTA, 2011).

Os grupos de açorianos que passaram a habitar a região de Garopaba eram provenientes principalmente da Ilha Terceira, localizada no arquipélago dos Açores. As primeiras informações que relacionam a fixação dessas populações em Garopaba data do final do século XVIII. Esses dados são oriundos de registros eclesiásticos que indicam a existência de famílias de origem açoriana na região (FARIAS, 2000).

Segundo Mattos e Silva (2012 p. 47), alguns dos motivos que impulsionaram os açorianos que migraram para Santa Catarina foram:

A situação geográfica instável do arquipélago, com ocorrência de atividades vulcânicas e freqüentes abalos sísmicos, pode ser tida como motivador. Assim como a superpopulação existente nas ilhas, associadas a ausência de reforma agrária e a miserabilidade do povo em geral. A esses fatores de ordem interna, adiciona-se o interesse da Coroa Portuguesa em assegurar posses na América.

Entre 1793 e 1795, foi criada a Armação Baleeira de São Joaquim de Garopaba, que tinha como objetivo desenvolver o crescimento econômico e social da região que era denominada São Joaquim de Garopaba. No ano de 1830, São Joaquim de Garopaba foi elevado à categoria de Freguesia. Em 1890, com o trabalho de mobilização da Freguesia, Garopaba foi elevada à Categoria de Vila e no mesmo ano foi nomeada os membros do conselho da Intendência.

(...) A vida em Garopaba nessa época não era fácil, visto que, além de não ter atenção dos diligentes provinciais, poucas famílias dominavam a maioria dos recursos financeiros (BITENCOURT, 2003 apud CARVALHO, 2011).

A instalação do município ocorreu no dia 07 de junho de 1890. Em outubro de 1906, Garopaba passou a fazer parte da comarca de Palhoça. No ano de 1923, perdeu a condição de município pertencendo a Comarca de Laguna. Em 1930, Garopaba passou a Distrito de Palhoça e através da lei nº 795, de 19 de novembro de 1961, foi definitivamente criado o Município de Garopaba (FARIAS, et al. 2011).



4.5.1. A armação baleeira em Garopaba


A origem de Garopaba está inteiramente relacionada com a criação da Armação Baleeira São Joaquim de Garopaba, que em 1795 foi efetivamente instalada. Seu administrador era o sargento-mor Manoel Marques Guimarães. Esta armação foi instalada próxima a Capela, atualmente conhecida como Igreja de São Joaquim de Garopaba, antiga matriz. A armação mantinha o domínio de uma grande área totalizando 230 m², com 4 tanques de frigir de 3,60 m de profundidade cada um. Assim como todas as demais armações de Santa Catarina, a de Garopaba era auto-suficiente (LUCIANO, 2011).

De acordo com Souza e Meira (2018 p.415)

Essas estruturas produtivas monumentais configuram-se como um tipo de empreendimento com alto grau de sofisticação, pois reuniam no mesmo espaço elevado número de ocupações especializadas e uma significativa força de trabalho, que atuavam no espaço marítimo e terrestre. Desde o início, foram pensadas para produzir em larga escala.

Desde sua fundação em 1795 e 1796 a Armação baleeira de Garopaba, juntamente com a de Imbituba capturavam um total de 496 baleias, em períodos de safra que compreendiam os meses de junho a novembro. Registros históricos da armação apontam que foram retirados 11.250 recipientes de 200 litros de óleo de baleia nesse período (LUCIANO, 2011).

Quanto à estrutura da Armação baleeira, Luciano (2011) relata que o administrador da Armação tinha seu sobradinho situado bem acima do trapiche ao lado da antiga matriz de São Joaquim. O sobrado do administrador, atualmente conhecido como casarão, é uma construção tipicamente portuguesa, com sobrado de dois andares, onde a parte superior era reservada para os moradores e a parte de baixo servia como armazém de compras, vendas e escambos. Situado no trapiche próximo a margem da enseada ficava um misto de senzala e alojamento para os escravos e os pescadores livres.

A figura abaixo aponta o mesmo ambiente em contextos diferentes, nela podem-se observar as mudanças ocorridas de 1945 a 2011.


Figura 1: Fotos do Casarão. Fonte: LUCIANO, 2011.
Figura 1: Fotos do Casarão. Fonte: LUCIANO, 2011.

A pesca das baleias era um trabalho bastante exaustivo, as condições de segurança eram precárias e insalubres, o risco de morte era grande também devido às diversas condições climáticas que os baleeiros tinham que enfrentar. Na caçada às baleias, seguiam apenas os trabalhadores livres e remunerados, contudo alguns escravos iam como remadores, sendo que na maioria das vezes eram proibidos de entrar na embarcação. As embarcações eram compostas de aproximadamente sete pessoas sendo eles: remadores e timoneiros (LUCIANO, 2011).

Sobre a presença dos escravos no processamento do óleo da baleia já em terra firme, Souza e Meira (2018 p.417) enfatizam,

O processamento das baleias era realizado pelos escravos de forma ininterrupta. O trabalho era estafante e contínuo para que se pudesse aproveitar ao máximo as partes da baleia, que expostas ao ar se decomponham com rapidez, além de exalar um cheiro muito forte e nauseante. Somava-se, ainda, uma grande produção de fumaça. Evidencia-se desta forma o caráter de exploração a que eram submetidos os trabalhadores nesse processo. A produção do óleo ocorria através de técnicas simples. Consistiam basicamente na manipulação da gordura e na manufatura do óleo. Porções de toucinho eram levadas às fornalhas sobre as quais estavam instaladas as caldeiras onde se cozinhava o toucinho. O óleo destinado à iluminação era utilizado em velas, tigelinhas de barro, lamparinas, lampiões, que eram aparelhos de iluminação. O óleo alimentava um fio de algodão, chamado pavio, que ao queimar provocava o brilho da chama (SOUZA; MEIRA, 2018 p. 417).

Ao avaliar a Armação baleeira de Garopaba os autores também argumentam que,

(...) a Armação Baleeira São Joaquim de Garopaba fez parte de um projeto maior que envolveu uma rede de Armações Baleeiras pelo Brasil, as quais formavam complexas unidades de produção e de beneficiamento de óleo de baleia. (SOUZA; MEIRA, 2018 p.414)

A atividade de caça à baleia ocorria geralmente em alto mar e consistia em atirar o arpão para que a baleia ferida sangrasse até ficar fraca. O animal ferido começava a se debater, a água ficava agitada e muitas embarcações ficavam totalmente destruídas com o balanço da água batendo na madeira da embarcação. O processo poderia durar horas ou até dias. Após a morte, o animal foi rebocado até a praia. Ao chegar à praia, era o escravo negro quem terminava de atracar e recebia a baleia morta na praia, que em seguida tratava de esquartejar a baleia em largas tiras de mais de 100 quilos. Após muitas horas de lidar com o animal, os escravos cortavam a lenha e preparavam os caldeirões para a extração do óleo da baleia (LUCIANO, 2011).



4.5.2. Aspectos sócio-culturais do município de Garopaba


O povoamento no litoral sul do Brasil se deveu muito aos imigrantes açorianos que chegaram por aqui por volta do século XVII e XIX. Conseqüência do sistema de povoamento que obedeceu a ordem expansionista da coroa portuguesa, com o objetivo principal de proteger as terras do litoral, em especial as localizadas na porção Meridional da Colônia Portuguesa, a fim de garantir a posse das terras disputadas entre as coroas da Espanha e Portugal (FARIAS, 2000).

A chegada no Brasil gerou nos imigrantes a necessidade de adequação ao novo território. Constituído por clima tropical e intensa miscigenação étnico-cultural, os imigrantes com pouca assistência e conhecimento sobre a nova terra, foram levados a se integrarem aos costumes e tradições já imbricadas nas comunidades nativas e de imigrantes portugueses que já residiam por aqui. Um dos exemplos mais claros da falta de amparo da coroa foi que os imigrantes receberam para plantar no Brasil, as mesmas sementes plantadas nos açores (trigo e linho cânhamo). Desconsiderando totalmente os elementos naturais do hemisfério sul como chave para uma colheita satisfatória (CONEVA, 2009).

Entretanto com o passar do tempo o aprendizado para lidar com a nova terra aconteceu através da observação e trocas culturais, em especial com os nativos carijós. Entre os cultivares que passaram a plantar estão a mandioca, o milho, o feijão, a batata e a cana-de-açúcar. Assim, a mandioca foi uma ótima substituta do trigo, assim como a farinha de milho (FARIAS, 2000).

O resultado de todo esse processo está no que podemos perceber em Santa Catarina, refletida em sinais claros da presença açoriana principalmente na arquitetura, usos, costumes, tradições e festividades em especial as de cunho religioso. Nesse contexto, Garopaba é um espelho dessa herança cultural com representações e manifestações da cultura luso-açoriana que imprimem a identidade e memória dos moradores.

Para Gonçalves (2005 p.16),

“Patrimônios culturais” seriam entendidos mais adequadamente se situados como elementos mediadores entre diversos domínios social e simbolicamente construídos, estabelecendo pontes e cercas entre categorias cruciais, tais como passado e presente, deuses e homens, mortos e vivos, nacionais e estrangeiros, ricos e pobres, etc.

Em Garopaba a modernidade advinda com as novas tecnologias não apagou algumas das manifestações culturais mais importantes e que reflete a cultura de todo litoral Catarinense. Entre essas manifestações se destacam as brincadeiras do Boi-de-mamão, o Terno-de–reis, a Ratoeira e a dança de Pau-de-fita que são reavivadas em períodos de festejos comunitários rememorando aspectos culturais da colonização açoriana; as quermesses comunitárias, relacionadas em sua maioria com eventos religiosos; além das diversas festas ligadas a religião Católica, tais como a Festa da Senhora dos Navegantes e do Divino Espírito Santo.

Ao relacionarmos todas essas expressões culturais, artísticas e religiosas não se devem ignorar os aspectos culturais cotidianos que são representados pela pesca artesanal, a confecção de instrumentos de cipó como os balaios, as rendas de bilro, e os engenhos de farinha de mandioca, que concebem um dos elementos mais importantes para a alimentação dos moradores nativos da região.

Sobre a importância da memória para a sustentação de uma sociedade Certeau (2011b) afirma que,

A memória não possui uma organização já pronta de antemão que ela apenas se encaixaria ali. Ela se mobiliza relativamente ao que acontece – uma surpresa, que ela está habilitada a transformar em ocasião. Ela só se instala num encontro fortuito, no outro (CERTEAU, 2011 p.150)

Com essa colocação, é auspicioso refletir sobre a importância da valorização dos elementos que compõem o patrimônio cultural de uma sociedade, dando a ela, a possibilidade do encontro com seu passado e suas raízes. Embasados nesse raciocínio, apresentaremos a seguir breves definições dessas manifestações presentes em Garopaba.


4.5.2.1. Boi-de-mamão


Com origem nas brincadeiras com o boi realizadas nos Açores, em Santa Catarina a brincadeira também conhecida como boi de pano tem registro em 1840.

O elemento central dramático da brincadeira é a morte e a ressurreição do boi. Apresenta elementos comuns com o bumba-meu-boi nordestino. Entre os figurantes da brincadeira de boi-de-mamão, estão voluntários que usam fantasias feitas por uma armação de metal ou madeira e por pano. Os personagens que aparecem no boi-de-mamão são o boi, o proprietário do boi, a Bernúncia e seu filhote, a Maricota, o doutor, a viúva, o cavalinho e os corvos (FARIAS, 1998).


Figura 2: Apresentação do Boi-de-mamão, município de Garopaba-SC.Fonte: NOTSUL. 2023.
Figura 2: Apresentação do Boi-de-mamão, município de Garopaba-SC.Fonte: NOTSUL. 2023.

4.5.2.2. Pau-de-Fita


É uma manifestação coreografada onde a música são cantorias. Nessa manifestação os casais segurando fitas coloridas presas a um mastro, promovem o trançar das fitas de várias formas. O término da dança acontece quando a coreografia desfaz o trançamento das fitas de forma harmoniosa.


4.5.2.3. Ratoeira


A Ratoeira é realizada com participantes homens e mulheres, que se reúnem em roda, onde cantam versos improvisados expressando seus sentimentos obedecendo às rimas.


4.5.2.4. Terno de Reis


O Terno de Reis tem como enredo a passagem dos Três Reis Magos. É composta por cantores e instrumentistas que visitam as casas dos moradores da comunidade entre os meses de dezembro até o dia 6 de janeiro.

A manifestação é realizada em três etapas, a primeira que consiste na chegada dos cantadores com a saudação aos donos da casa, a segunda com o louvor ao menino Jesus sendo improvisada a cantoria, e a terceira é a finalização da apresentação com o agradecimento e despedida (FARIAS, 1998).




Figura 3: Apresentação de Terno de Reis, município de Garopaba-SC. Fonte: FACEBOOK FERRUGEM CULTURA E TRADIÇÃO, 2023


4.5.2.5. Festa do Divino


A Festa do Divino ocorre no mês de maio, junto à quermesse comunitária, no centro de Garopaba. A festa é tradicionalmente promovida pela Paróquia São Joaquim de Garopaba, que tem como função preparar o cortejo, formado por crianças da comunidade e dos projetos sociais da cidade.

A origem da tradição na cidade de Alenquer, em Portugal, é de 1296 quando surge o primeiro culto em louvor ao Divino Espírito Santo. Conta-se que a rainha Isabel de Aragão, institui como promessa o dia de culto ao Espírito Santo, caso fosse atendida em seu pedido. Em Santa Catarina, a tradição chega com os primeiros açorianos, entre os anos de 1748 a 1756 (FARIAS, 1998).




Figura 4: Festa do Divino Espírito Santo Garopaba – SC. Fonte: GAROPABA SC NOTÍCIAS. 2023


4.5.2.6. Festa de Nossa Senhora dos Navegantes


A festa é realizada tradicionalmente na Igreja matriz de São Joaquim, com a procissão da imagem da Santa sendo levada de barco pela costa do mar, seguida por diversos outros barcos enfeitados. A comemoração envolve toda a comunidade e tem como objetivo principal pedir proteção a todos os pescadores da cidade. O festejo a Nossa Senhora dos Navegantes ocorre sempre próximo às festividades do carnaval.


Figura 5: Procissão da Nossa Senhora dos Navegantes, Garopaba-SC. Fonte: GAROPABA MIDIA, 2023.
Figura 5: Procissão da Nossa Senhora dos Navegantes, Garopaba-SC. Fonte: GAROPABA MIDIA, 2023.

4.5.2.7. Quermesse Comunitária


A Quermesse Comunitária é realizada na praça central de Garopaba. O evento é promovido pela comunidade local em parceria com a Igreja Matriz de São Joaquim, onde são organizadas atrações culturais diversas que resgatam a cultura luso-açoriana, incluindo shows musicais locais e outras atrações nacionais, além de práticas gastronômicas.


Figura 6: Evento da Quermesse de Garopaba SC. Fonte: RSC PORTAL, 2023.
Figura 6: Evento da Quermesse de Garopaba SC. Fonte: RSC PORTAL, 2023.

4.5.2.8. Pesca artesanal e Engenhos de Farinha de Mandioca



Além de ser uma representante da tradição, a prática da pesca artesanal e a preservação dos engenhos de farinha de mandioca, constituem uma prova de resistência e também são responsáveis pela subsistência de muitas famílias em Garopaba.

A abundância do litoral Catarinense prove através da pesca artesanal frutos do mar bastante conhecidos, tais como as tainhas e as anchovas. Já os engenhos de farinha de mandioca com todos os equipamentos manuais trazem a experiência de um passado onde esse alimento era indispensável para todas as famílias. Aliada a essas práticas fazem parte do patrimônio cultural do município os artesanatos de cipós, sendo confeccionados diversos balaios e cestos que de forma direta são utilizados na pesca e nos engenhos de farinha.

Atualmente é realizada a Festa da Farinhada em Garopaba, no evento além das práticas envolvendo a produção artesanal da farinha, são realizadas apresentações folclóricas tradicionais da cultura luso-açoriana.




Figura 7: Prática da pesca artesanal em Garopaba SC. Fonte: CANAL NAS VIAGENS, 2023.






Figura 8: Engenho para produção de farinha de mandioca. Fonte: ELISA BEATRIZ SARTORI - 2021.


Figura 9: Festa da Farinhada, Garopaba SC 2023. Fonte: GAROPABA FM. 2023.
Figura 9: Festa da Farinhada, Garopaba SC 2023. Fonte: GAROPABA FM. 2023.

4.5.2.9. Elementos arquitetônicos – Centro Histórico


O centro histórico de Garopaba representa muito da cultura local, refletindo os significados intrínsecos nos patrimônios tangíveis e intangíveis que permeiam esse local. Os monumentos protegidos por lei conferem à comunidade aspectos simbólicos que compõe a identidade do município.

Como elemento arquitetônico de destaque no centro histórico tem a Igreja Matriz de São Joaquim. A paróquia foi criada no ano de 1846, sendo uma importante representante da vida religiosa e social do município. Sua edificação foi sobre uma pedra localizada no alto da colina, sendo um local com visibilidade imponente perante as demais áreas centrais de Garopaba.


A


B


Figura 10: (A) Igreja de São Joaquim, antiga S/D; (B) Igreja de São Joaquim - Atual. Fonte: GAROPABA MÌDIA, 2023.


As características incipientes de cada edificação histórica de caráter colonial expõe de forma acautelada etapas do processo histórico e social da região. 

A disposição das edificações no entorno da praia, reintegram o centro histórico ao mar, e o relaciona de forma singular os eventos do passado, em especial a importância da caça às baleias e a singularidade histórica que esse processo forneceu à região.






Figura 11: Edificações que compõe o centro histórico de Garopaba.Fonte: GAROPABA MÌDIA, 2023.



  1. REFERÊNCIAS

BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Somos Puros. Campinas, São Paulo: Papirus, 1990.


CARVALHO, Francine Adelino. Entre cores e memórias: Escolarização de alunos da comunidade de remanecentres do Quilombo Aldeia de Garopaba-sc (1963-1980). Florianópolis, 2011.


CERTEAU, Michel. A invenção do cotidiano: 1. Artes de fazer. 17 ed. Petrópolis: Vozes, 2011b.


FARIAS, Vilson Francisco de. Dos Açores ao Brasil meridional uma viagem no tempo: 500 anos litoral catarinense para o ensino fundamental. 2 ed. Florianópolis: Ed. do Autor, 2000.


FARIAS, Vilson Francisco de. Dos Açores ao Brasil Meridional: Uma viagem no tempo. Florianópolis: Ed. do Autor, 1998.


FARIAS. Deisi Scunderlick Eloy de. LUZ. Eliane Coelho da. NEU, Márcia Fernandes Rosa. Uma aventura pela história e geográfica de Garopaba Livro para ensino fundamental – História e Geografia. Editora Unisul. Palhoça 2011.


GONÇALVES, José. Ressonancia, materialidade e subjetividade: as culturas como patrimônio. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, Ano 11, n 23, PP. 15-36, Jan/jun. 2005.


INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE; Geografia do Brasil – Região Sul. Rio de Janeiro, SERGRAF – IBGE, Vol. 5. p. 1-533, 1977.


LUCIANO, Flávio Ferreira. O trabalho escravo africano na armação baleeira de Garopaba. Universidade do Sul de Santa Catarina. Tubarão 2011.


MATTOS, Fábio Y. SILVA, Robson H.. A imigração açoriana na grande Florianópolis: Características e desdobramentos. In.: Maiêutica – Curso de História. Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI. 2012.


NOELLI, Francisco Silva. A ocupação humana na região sul do Brasil: arqueologia, debates e perspectivas – 1872-2000. In: Revista USP. São Paulo. (44):218-269. dez/fev 1999-2000. Dossiê Antes de Cabral: Arqueologia Brasileira II.


PROUS, André. O Brasil antes dos brasileiros. Pré-história do nos país. 2º Edição Revista. ZAHAR. 2006.


SANTA CATARINA. Atlas de Santa Catarina. Florianópolis: Gaplan, 1986.


SOUZA, João Pacheco; MEIRA, Roberta Barros. Armação Baleeira de Garopaba: Sua justa dimensão. Esboços: histórias em contextos globais, vol. 25, núm. 40, pp. 413-434, 2018.


Fonte Imagens:


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RSC PORTAL, 2023. Quermesse de Garopaba. Disponível em: https://rscportal.com.br/geral/esta_aberta_as_inscricoes_para_a_escolha_da_rainha_da_xxiii_quermesse_2023.496861. Acesso em set. : 2023.


Canal: Nas viagens/Youtube. Pesca Artesanal Garopaba. Canal: Nas viagens. https://www.youtube.com/watch?v=x-2qqeNSIJQ. Acesso em set. : 2023.


GAROPABA FM. Festa da Farinhada. Disponível em:https://www.garopabafm.com.br/2-festa-de-encerramento-da-farinhada-e-neste-fim-de-semana/. Acesso em set. : 2023.


FERRUGEM CULTURA E TRADIÇÃO. Terno de Reis e Cantoria do Divino Espírito Santo. Disponível em: https://www.facebook.com/Ferrugemculturaetradicao/. Acesso em set. : 2023.


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GAROPABA SC NOTÍCIAS. 2023. Festa do Divino Espírito Santo Garopaba – SC. Disponível em:https://www.youtube.com/watch?v=3NucJeocPPs&ab_channel=Garopaba-SCNot%C3%ADcias. Acesso em set. : 2023.


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GAROPABA MÌDIA, 2023.História. Disponível em: ;https://garopabamidia.com.br/noticias/titulo/8591/garopaba-foi-uma-freguesia-entre-1830-e-1890. Acesso em set. : 2023.

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